Postado em segunda-feira, 16 de março de 2026 08:35

“Um eventual agravamento do conflito no Irão não seria apenas uma questão geopolítica distante. As consequências repercutir-se-iam de forma indireta, mas muito concreta, no turismo europeu”

Este ano ainda agora começou e já nos mostrou que será desafiante. A geopolítica parece caminhar para a consolidação de uma nova ordem mundial, onde três grandes blocos — Estados Unidos, China e Rússia — procuram um novo equilíbrio de poder. Na Europa, os desafios também são evidentes. O continente continua a tentar afirmar-se como um verdadeiro bloco estratégico, mas as divisões internas e a dificuldade em concertar respostas comuns em vários níveis continuam a traçar um caminho de incerteza e, talvez mais preocupante ainda, sem um rumo claramente definido.

O turismo, na sua estreita relação com a estabilidade global, também procura adaptar-se a este contexto em transformação. Sempre que o mundo treme, o nosso setor é dos primeiros a sentir o impacto. No entanto, a história também nos oferece algum conforto e ambição, pois poucos setores demonstram uma capacidade de recuperação e adaptação tão rápida quanto o nosso.

Um eventual agravamento do conflito no Irão não seria apenas uma questão geopolítica distante. As consequências repercutir-se-iam de forma indireta, mas muito concreta, no turismo europeu. Para Portugal, um país fortemente dependente do turismo internacional, este cenário levanta desafios relevantes, mas também abre novamente espaço para uma reflexão estratégica sobre o futuro do setor.

 

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by TNEWS