Posted at Monday, 9 February 2026 08:44

Depois de vários anos de crescimento acelerado, a hotelaria portuguesa entra em 2026 numa fase de “planalto”, com sinais de pressão sobretudo em Lisboa. O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Bernardo Trindade, defende a realização de um estudo de carga para a capital, mostra-se preocupado com o funcionamento do aeroporto de Lisboa a partir de março, com o fim da moratória dos controlos, e rejeita o uso da taxa turística para financiar transportes gratuitos para residentes. A entrevista acontece numa altura em que a AHP se prepara para realizar o seu congresso anual, entre 11 e 13 de fevereiro, no Porto, sob o mote “Wake Up Call: Despertar para a Mudança”, que marca o regresso do congresso à cidade mais de duas décadas depois e que, nas palavras do presidente, pretende “acordar” o setor para um contexto diferente daquele vivido no pós-Covid.

Quando olha para 2025, confirma o que disse em novembro — que os números ficariam, na melhor das hipóteses, ao nível de 2024 — ou confirma-se afinal que o ano acabou por ser pior?

Acho que o balanço que se pode fazer, com base numa informação que, não sendo oficial nem oficiosa, foi avançada pelo secretário de Estado do Turismo relativamente aos números finais, é que a receita turística de 2025 cresceu efetivamente.

Ainda não atingiu os 30 mil milhões de euros, ficou nos 29,8 mil milhões, o que compara com os 28 mil milhões de 2024. Portanto, isso traduz uma evolução positiva. Aquilo que eu verifico — e tenho de facto um ângulo de observação favorável, porque o grupo que represento está presente em várias geografias — é que há comportamentos diferentes. Ou seja, a Madeira está muito bem; o Porto e o Algarve apresentaram em 2025, não com a mesma pujança da Madeira, mas evoluções positivas.

 

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by TNEWS