A hotelaria mudou. Eu também. Mas há algo que não mudou: a paixão.

Depois de todas as transformações, desafios, mudanças de paradigma e novas exigências que a hotelaria tem vivido, continuo a sentir pela profissão a mesma paixão que senti quando entrei pela primeira vez nesta área.

Marco Ribas

Depois de todas as transformações, desafios, mudanças de paradigma e novas exigências que a hotelaria tem vivido, continuo a sentir pela profissão a mesma paixão que senti quando entrei pela primeira vez nesta área.

Talvez hoje veja a hotelaria com outros olhos. Com mais experiência, mais responsabilidade e, seguramente, com uma maior consciência de tudo aquilo que está por detrás de uma operação.

A hotelaria moderna é muito diferente daquela que conhecíamos há alguns anos.

É mais tecnológica.
É mais exigente.
É mais rápida.
É mais dinâmica.

E obriga-nos a estar constantemente disponíveis para aprender, adaptar e evoluir.

Todos os dias acontecem coisas novas. Novas situações, novos desafios, novas pessoas, novas expectativas. E é precisamente essa imprevisibilidade que, para mim, continua a tornar esta área tão fascinante.

Mas existe também um desafio que não podemos ignorar: o turnover.

A saída constante de profissionais, a dificuldade em atrair e, sobretudo, em reter talento, obriga-nos a repensar a forma como lideramos, como comunicamos e como cuidamos das nossas equipas.

Porque no meio de toda esta modernização existe algo que não podemos perder.

A essência da hotelaria.

Podemos ter tecnologia, inteligência artificial, automatização, novos conceitos, novos modelos de serviço e processos cada vez mais eficientes.

Mas no final do dia, a hotelaria continua a ser de pessoas para pessoas.

É uma pessoa que recebe outra.
É alguém que ouve.
É alguém que antecipa uma necessidade.
É alguém que resolve um problema.
É alguém que sorri mesmo depois de um dia difícil.
É uma equipa que, muitas vezes longe dos olhos do hóspede, trabalha para que tudo aconteça.

E é aí que acredito que continuará a estar a verdadeira diferença.

Podemos modernizar a hotelaria. Devemos fazê-lo.

Podemos transformar processos. Devemos fazê-lo.

Podemos utilizar toda a tecnologia disponível. Devemos aproveitá-la.

Mas não podemos substituir aquilo que torna a hotelaria verdadeiramente especial: as pessoas.

Continuo apaixonado pela hospitalidade.

Talvez porque, apesar de tudo ter mudado, continuo a encontrar todos os dias uma razão nova para gostar ainda mais desta profissão.

E enquanto houver pessoas a cuidar de pessoas, acredito que haverá sempre futuro para a hotelaria".

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