Postado em terça-feira, 15 de setembro de 2026 08:06

Entrevistámos Nuno Mateus, CEO da Solférias, que faz um balanço de 2026 até setembro. Apesar de ser um ano atípico e particularmente desafiante, marcado pela instabilidade geopolítica, pela subida do custo de vida e pela pressão dos combustíveis, o operador admite que a procura sofreu, mas destaca um balanço positivo do ponto de vista operacional. O Egito foi uma das grandes apostas e revela-se um dos destinos em maior destaque este ano, devendo continuar a ter um peso relevante na programação da Solférias em 2027.

Nesta entrevista, falámos ainda sobre as vendas para o fim do ano, o comportamento dos consumidores, a pressão sobre as margens, o futuro da programação e os desafios dos aeroportos portugueses. Houve ainda espaço para falar da TAP e das expectativas do operador em relação ao processo de privatização da companhia aérea.

Estamos agora a aproximar-nos do final da época de verão: que balanço se pode fazer da operação até setembro?

Este ano foi bastante atípico. Aliás, o problema não começa só no dia 28 de fevereiro, com o início do conflito [Irão-EUA]. O primeiro problema até começou com a tempestade Kristin, na zona Centro, uma zona muito afetada e que acaba por representar ainda uma parte importante da nossa população.

Mas a verdade é que 2025 tinha sido extraordinário e todos os indicadores que tínhamos para 2026 iam exatamente no mesmo sentido. O problema é que o turismo é uma atividade muito volátil, que depende de tudo e de todos. E qualquer problema que haja, seja de saúde, seja de conflitos ou, neste caso, também do aumento considerável do custo de vida, tem impacto. Porque, quando o combustível aumenta, depois tudo aumenta em cadeia.

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by TNEWS

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