Postado em quarta-feira, 2 de setembro de 2026 08:05

Trabalhou na banca, foi deputado, secretário de Estado do Turismo e lidera hoje uma das principais associações do setor. Mas é na família que Bernardo Trindade encontra o seu maior ponto de equilíbrio. Entre a Madeira, Lisboa e o turismo, construiu um percurso marcado pela liderança, pelo serviço público e pela convicção de que o país “começa no Minho e termina no Corvo”. Nesta conversa com o TNews, garante que a política nacional ficou para trás — mantendo apenas a presidência da Assembleia de Freguesia de Arroios —, mas assume que continua disponível para servir o turismo português, desde que sinta que ainda pode acrescentar valor.

“Eu vim do meio do mar. Do coração do oceano.” Muitos madeirenses compreenderão como ninguém o significado destas palavras da canção Deslocado, dos madeirenses NAPA. Bernardo Trindade é um deles. Apesar de viver há mais de duas décadas no continente, garante que há algo que nunca se perde. “É este contacto com o mar, esta insularidade. Claro que, para perceber a ilha, um ilhéu tem de sair da ilha”, diz, numa resposta que explica tanto a sua relação com a Madeira como o percurso que o levou para fora dela.

Presidente da Associação da Hotelaria de Portugal e administrador do Grupo PortoBay Hotels & Resorts, empresa fundada pela família, Bernardo Trindade continua a dividir o tempo entre a gestão, a representação do setor e uma ligação à Madeira que nunca se desfez.

A vida levou-o a partir da Madeira por duas vezes. A primeira tinha apenas 18 anos e foi, admite, “o pior ano da minha vida”. Como acontece com muitos jovens madeirenses, deixou a ilha para estudar em Lisboa. Entrou em Engenharia Química no Instituto Superior Técnico, inspirado por um sócio do pai que admirava profundamente. Rapidamente percebeu, porém, que tinha escolhido o caminho errado.

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by TNEWS

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