Postado em quarta-feira, 12 de agosto de 2026 07:46

Há cerca de três meses, Mafalda Alves Dias trocou quase três décadas na Vodafone pela liderança do Real Hotels Group. A experiência acumulada nas telecomunicações, em Portugal e em vários mercados internacionais, é precisamente aquilo que acredita poder trazer de diferente à hotelaria: “uma maior abertura à inovação e à experimentação”. Em entrevista ao TNews, a nova CEO considera que o setor ainda “tem um longo caminho a percorrer na inovação”, defende que é necessário perder o receio de experimentar e errar e acredita que a principal mudança é de natureza cultural.

“A inovação não é uma coisa em que se abre uma caixa e ela aparece”, afirma. “Experimentar muito, errar pouco e aprender sempre e depressa” é a máxima que procura aplicar desde que assumiu funções, reconhecendo, contudo, que encontrou uma cultura diferente daquela a que estava habituada nas telecomunicações.

“Eu sinto um clash grande entre o tradicionalismo da hotelaria e a inovação das telecomunicações”, afirma. Na sua perspetiva, a inovação depende mais da cultura organizacional do que da tecnologia. “A inovação faz-se por tentativa e erro. Há muita cultura de experimentação. Vamos testar. Correu mal? Não faz mal. Corrige-se e tenta-se outra vez”, explica, defendendo que “sem tolerância ao erro não há inovação”.

Essa lógica já começou a ser aplicada dentro do grupo. A CEO revela que o Real Hotels Group está a testar novos modelos de tarifários, seguindo exatamente a abordagem que descreve: “A primeira vez tentámos, não funcionou. Não tem mal nenhum. Corrige-se, aprende-se e tenta-se outra vez.” O processo repete-se até atingir o desempenho desejado, um exemplo da cultura de experimentação que quer ver enraizada.

 

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by TNEWS

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