Agosto de 2026

Mais do que uma plataforma de emprego, a REDE-T tem vindo a tornar-se numa espécie de fio condutor do setor da hospitalidade: cria pontes orgânicas entre a nova geração e os veteranos, disponibilizando informação e valioso conteúdo para todos aqueles com genuíno interesse em progredir. Esta plataforma personifica um keypoint da hospitalidade moderna: o crescimento individual perde o sentido se não se traduzir numa evolução coletiva.

Catarina Loureiro

Preserver’s Batch

Canerock Rum – 50ml
Lacto-Fermentação de Paçoca – 60ml
Cordial Pimenta Preta – 15ml
Piment d’Espelette Giffard – 10ml
Soda de Mandarim e Bergamota – Dar top up

Toques finais:

2 gotas concentrado de baunilha
3 gotas solução salina
Magic Foamer
2 dashes Hops Bitter

Método:

Shake

Garnish:

Chocolate branco com pimenta preta
Drops de caremelo de maracujá

Cordial Pimenta Preta:

Água – 500ml
Açúcar – 300g
Sal – 3g
Folhas de louro – 2 unidades

Misturar tudo em saco sous-vide – banho de 1h e 30min a 55ºC – filtrar em super bag. Deixar arrefecer levemente

imenta Preta – 20g
Ácido Málico – 14g
Ácido Cítrico – 14g
Ácido Tartárico – 7g

Adicionar os ácidos e mexer até dissolução total

Lacto-Fermentação Paçoca:

Paçoca – 100g
Açúcar – 100g
Sumo maracujá – 350ml
Água – 1.000ml

Misturar os ingredientes em saco de sous-vide e pesar

Adicionar Sal – 2% do peso total

Selar o saco a vácuo e deixar fermentar 2 a 3 dias, em local seco e de temperatura amena. Controlar o processo, interrompendo no caso de haver fermentação acelerada. Filtrar em super bag, removendo todas as partículas sólidas. Pasteurizar para garantir estabilidade.

BIOGRAFIA

Sou a Catarina, tenho 34 anos e sou natural do Norte. Entrei para a área da hospitalidade com 16, na altura, a ajudar pequenos negócios de família na área da restauração. Rapidamente criei um gosto peculiar pelo tão afamado lodo, uma espécie de relação amor-ódio que me fez embrenhar cada vez mais pelo caminho da restauração.

Após iniciar o meu percurso académico no curso de Engenharia Química, mantive sempre a restauração como part-time, mas o foco e fonte de curiosidade infinita mudou rapidamente para a área de bar. A minha primeira oportunidade de trabalho no setor surge com 26 anos, numas férias em Lagos, no Algarve. Comecei a trabalhar num party/dive bar, o Three Monkeys, onde comecei como flyer girl. Decidi abandonar os estudos e dediquei-me a esta nova paixão, tornando-me mais tarde numa das bartenders e, eventualmente, a gerente. Foi uma escola fantástica, não necessariamente a nível técnico, mas a nível de gestão, flexibilidade, persistência e dedicação.

Por esta altura, o bichinho do bar já me tinha apanhado, e eu precisava de aprender mais, de aprofundar conhecimento. Surgiu então uma oportunidade de trabalhar com um bartender e amigo, Kevin Louçano, num novo projeto, o The Sanctuary, o que me fez apaixonar ainda mais pela área do bar, agora a um nível mais técnico.

Após alguns anos de constante estudo a título pessoal, mas sem encontrar um local que alimentasse esta vontade de aprofundamento a arte de mixologia, surge a oportunidade, em sociedade, de iniciar um novo projeto. Inspirado no conceito Speakeasy, surge assim o Forbidden Door, em Lagos, que tem vindo a ser casa e escola desde 2024.

Sócia fundadora, bartender e gerente, este tem sido o projeto mais gratificante profissionalmente, aquele que me tem permitido aprender, testar e crescer, nas mais diversas formas. Levo este projeto com uma grande sensação de comunidade e entreajuda, fator que me levou a escolher o Preserver's Batch como cocktail de criação, que se encontra no atual menu, cuja criação contou com a participação de um dos nossos bartenders, o Rafael, na formulação final da lacto-fermentação.

Esta é, para mim, a exemplificação perfeita da minha visão como profissional, que tanto se alinha com a REDE-T: o crescimento individual perde o sentido se não se traduzir numa evolução coletiva.

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