BIOGRAFIA
Sou a Catarina, tenho 34 anos e sou natural do Norte. Entrei para a área da hospitalidade com 16, na altura, a ajudar pequenos negócios de família na área da restauração. Rapidamente criei um gosto peculiar pelo tão afamado lodo, uma espécie de relação amor-ódio que me fez embrenhar cada vez mais pelo caminho da restauração.
Após iniciar o meu percurso académico no curso de Engenharia Química, mantive sempre a restauração como part-time, mas o foco e fonte de curiosidade infinita mudou rapidamente para a área de bar. A minha primeira oportunidade de trabalho no setor surge com 26 anos, numas férias em Lagos, no Algarve. Comecei a trabalhar num party/dive bar, o Three Monkeys, onde comecei como flyer girl. Decidi abandonar os estudos e dediquei-me a esta nova paixão, tornando-me mais tarde numa das bartenders e, eventualmente, a gerente. Foi uma escola fantástica, não necessariamente a nível técnico, mas a nível de gestão, flexibilidade, persistência e dedicação.
Por esta altura, o bichinho do bar já me tinha apanhado, e eu precisava de aprender mais, de aprofundar conhecimento. Surgiu então uma oportunidade de trabalhar com um bartender e amigo, Kevin Louçano, num novo projeto, o The Sanctuary, o que me fez apaixonar ainda mais pela área do bar, agora a um nível mais técnico.
Após alguns anos de constante estudo a título pessoal, mas sem encontrar um local que alimentasse esta vontade de aprofundamento a arte de mixologia, surge a oportunidade, em sociedade, de iniciar um novo projeto. Inspirado no conceito Speakeasy, surge assim o Forbidden Door, em Lagos, que tem vindo a ser casa e escola desde 2024.
Sócia fundadora, bartender e gerente, este tem sido o projeto mais gratificante profissionalmente, aquele que me tem permitido aprender, testar e crescer, nas mais diversas formas. Levo este projeto com uma grande sensação de comunidade e entreajuda, fator que me levou a escolher o Preserver's Batch como cocktail de criação, que se encontra no atual menu, cuja criação contou com a participação de um dos nossos bartenders, o Rafael, na formulação final da lacto-fermentação.
Esta é, para mim, a exemplificação perfeita da minha visão como profissional, que tanto se alinha com a REDE-T: o crescimento individual perde o sentido se não se traduzir numa evolução coletiva.